07.12.2018 | Ensino Médio

Uma avaliação do Enem sob a ótica das Ciências da Natureza e suas tecnologias

O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – se tornou uma avaliação primoridal para o jovem que deseja ingressar no ensino superior no Brasil. Anualmente, além da redação, o exame possui questões que são definidas a partir de Matrizes de Referência em quatro áreas do conhecimento:

  • Linguagens, códigos e suas tecnologias.
  • Matemática e suas tecnologias.
  • Ciências da Natureza e suas tecnologias.
  • Ciências Humanas e suas tecnologias.

Por sua relevância, profissionais de diferentes áreas inclinam-se no cuidado de acompanhar, entender e avaliar o que foi abordado na prova. O profº. Dr. Nélio Bizzo, referência na área de biológicas, avalia as questões desta área de conhecimento:

Neste ano as questões de Biologia se apresentaram sem surpresas, estavam dentro do previsto na matriz de referência e quase todas demandavam leitura dos textos-base. Em alguns casos, eles eram prolixos e apenas uma frase já bastava para responder a questão, mas em pelo menos uma questão (105, prova amarela), ele era totalmente desnecessário. De qualquer forma, os quatro minutos reservados a cada questão foram suficientes para a resolução das questões.

Na constante busca pela excelência na educação, os professores do Consa acompanham de perto as novidades do mundo do vestibular. Tanto em relação ao conteúdo solicitado pelos principais vestibulares do país, como aos procedimentos e mudanças frente ao processo de seleção.

Nesta perspectiva, o profº. Dr. Nélio Bizzo avalia o quanto as mudanças implementadas pela BNCC, referente à política de cotas, podem influenciar os principais vestibulares do país, como a FUVEST:

As vagas para essas cotas agora são reservadas, ou seja, haverá um número definido em cada curso, e a competição ocorre apenas dentro de cada subgrupo. As notas de corte serão diferentes para cada subgrupo, mas é grande a probabilidade de os cursos mais concorridos terem notas de corte muito mais altas para os egressos de escolas privadas, dentro do grupo AC. (…) Ao mesmo tempo, a redução para dois dias na segunda fase, que deixa de lado conhecimentos gerais, e aumento do número de candidatos em disputa, aumenta a importância de domínio das disciplinas mais próximas da carreira escolhida. (…) A mudança essencial recai na mudança de um bônus de nota para uma reserva efetiva de vagas, o que assegura que a USP poderá atingir o que determina a Constituição Estadual. A meu ver, a mudança é positiva nesse sentido, de respeito à lei. No entanto, o sistema de bônus tem demonstrado ser ineficaz por conta da queda da qualidade do ensino médio público, o que é lamentável. Os dados recentemente revelados comprovam o que (infelizmente) já se esperava, ou seja, o desempenho acadêmico de 2017 foi MENOR do que o obtido em 1997, antes da profunda mudança curricular implementada no ensino técnico.

Confira as matérias elaboradas pelo profº. Dr. Nélio Bizzo na íntegra.

ENEM 2018 – BIOLOGIA – prova sem novidades (mas ainda com problemas…)

A BNCC acaba com a Biologia no EM?