04.09.2019 | Médio 3ª série

Projeto: fotografias de vanguarda

Por Professor: Rafael Masotti e Orientadora: Claudia Lima

Na 3ª série do Ensino Médio do Consa, nas aulas de Arte, retomamos os estudos das principais vanguardas europeias, por ser um tema muito importante na História da Arte e sempre presente nos vestibulares.

A palavra vanguarda tem origem no francês avant-garde, que significa “o que marcha à frente”; na arte, portanto, os movimentos de vanguarda são aqueles que anunciam novos conceitos e ideias no cenário cultural. Em diálogo com o novo mundo emergente na Europa, no início do século passado, as chamadas vanguardas europeias reuniam artistas que pretendiam romper com as regras clássicas da arte.

Os estudantes, depois de terem assimilado o conteúdo exposto pelo professor, foram desafiados a produzir uma fotografia autoral, de temática livre, que trouxesse marcas evidentes de uma das vanguardas estudadas: Futurismo, Surrealismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo, entre outras. Foram também orientados a dar um título às obras e a explicar a proposta em um breve texto. Os resultados nos orgulham muito, pois reconhecemos, mais uma vez, criatividade e sensibilidade ímpar em nossos estudantes.

Confiram alguns destaques a seguir:

1 - a boneca atemporal
BONECA ATEMPORAL

A obra Boneca Atemporal inspirou-se nos preceitos do Surrealismo. Partimos da imagem de Audrey Hepburn, a eterna “Bonequinha de Luxo” do cinema, o que nos remete a uma espécie de memória coletiva – cabe lembrar que a memória é tema da psicanálise, uma das bases do Surrealismo. Na sequência, criamos uma montagem com uma fotografia da mãe de um dos integrantes do trabalho; para ele, a beleza da mãe – assim como a da atriz britânica – não é passageira, ultrapassa os tempos: em suas palavras, ela é uma boneca atemporal. Quisemos evidenciar a valorização do inconsciente e do ilogismo presentes na composição de duas metades de um rosto que resultam em um só. Por fim, criamos um fundo caracterizado pela associação de elementos desconexos, com a presença de animais gigantes e homens fantasiados de bichos, garantindo uma imagem onírica, própria do universo dos sonhos. Estudantes: Enzo Falcão e Lucas Caramuro (3ª série A)

1 - O GRITO dos alunos
O GRITO DOS ALUNOS

Inspirada pela estética Expressionista, a fotografia O Grito dos Alunos retrata a loucura e o sofrimento que pode viver um aluno diante do sistema educacional atual, no caso de não haver suporte familiar e pedagógico, além de organização pessoal. O Expressionismo explorou os sentimentos e as angústias do homem diante do mundo, os seus medos e incertezas. Na obra, eu, Daniela Suruagy Botto, estou em meio a um furacão de folhas de papel com a palavra “nota”; as luvas de boxe representam a luta contra as provas. Quanto ao grito, que tem como referência o quadro O Grito, de Edvard Munch, ele mostra o desespero causado pela possível perda dessa luta, o que poderia levar até mesmo à loucura. Ao remeter à estética expressionista, o jogo de luzes e sombras aumenta o sentimento melancólico do espectador. Estudante: Daniela Suruagy Botto (3ª série A)

UMA OUTRA VISÃO

A fotografia intitulada Uma Outra Visão traz marcas da vanguarda francesa chamada de Surrealismo; tal movimento inspirava-se na psicanálise freudiana, e explorava o universo dos sonhos, das memórias, do inconsciente e das ilusões. Em segundo plano, aparece na obra em questão uma cidade triste, composta por prédios turvos, envoltos em um céu acinzentado e nublado: nada no ambiente aponta para a vida. Em primeiro plano, no entanto, uma mão sobrepõe a imagem; por meio dela, como uma espécie de filtro que muda a percepção das pessoas, é possível ver um mesmo mundo vivo e alegre, com prédios mais claros, cercado pela presença de nuvens azuis e arco-íris. A mão representa os gestos/a parcela de responsabilidade de cada indivíduo sobre a cidade em busca de um mundo melhor. Portanto, também queremos provocar o espectador com a nossa fotografia, que, de algum modo, propõe: o que você faz, de fato, para chegar mais perto do mundo do sonhos que você vislumbra? Estudantes: Maria Eduarda Hisaoka e Beatriz Conde (3ª série B)

1 - A CIDADE FUTURISTA
CYBER CITY: a cidade futurista

A fotografia CYBER CITY: a cidade futurista inspirou-se na vanguarda europeia chamada de Futurismo. Motivado pelos avanços advindos da Revolução industrial, o italiano Fillipo Marinnetti lançou em 1909 o seu primeiro manifesto Futurista, em que pregava o abandono radical do passado. No Futurismo, tudo deve remeter ao futuro, ao progresso, à exaltação da tecnologia e do cientificismo. Em Ciber City, o rosto robotizado da figura central (Caroliny Saif) e o pequeno robô em seu ombro remetem ao ser humano do futuro, tão dependente da tecnologia que pode chegar a perder parte de sua humanidade. Quisemos ainda marcar a estética futurista com feixes de luzes presentes em toda a obra, com a presença de carros ao fundo, de um planeta com anéis de engrenagem e de uma nave espacial. Estudantes: Caroliny Saifi, Catarina Florencio Gopfert Pinto e Natália Gardziulis Magnani (3ª série C)