06.05.2019 | Notícias Celfran

Você sabe qual é a origem do Dia Internacional da Dança?

Embora a data tenha sido instituída na década de 80, mais precisamente, em 1982, ainda é uma celebração pouco conhecida e divulgada.

Criada pelo Comitê Internacional de Dança da Unesco, o dia 29 de abril foi escolhido por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727 – 1810). Noverre, que começou a dançar na adolescência, na Acadêmie Royale, futura Ópera de Paris, se destaca, na história da dança, pela sua valiosa contribuição como bailarino, mestre e criador.

Seu trabalho mais emblemático, no entanto, foi o conjunto de cartas intitulado “Letters sur la Danse”, que retratava o balé de sua época. Editado em 1760, mais tarde, acrescentou à obra textos sobre música e um ensaio sobre a dança na antiguidade, além de textos sobre a arquitetura de uma sala de ópera e libretos.

Visionário, o artista ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança na época, utilizando a pantomina; que pode ser entendida como a arte de narrar com o corpo, atribuindo expressividade aos trabalhos, utilizando mãos, braços e expressões faciais para sensibilizar e emocionar.

Coincidentemente, entre os brasileiros, a data também se associa ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gigali, bailarina que, junto com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971, em São Paulo, inaugurando assim uma nova maneira de se fazer e apreciar a Dança no Brasil.

A data também convoca artistas contemporâneos a uma profunda reflexão sobre o fazer artístico, de forma a valorizar a diversidade e riqueza cultural desta arte milenar.

No Celfran, a data foi celebrada nos dias 29 e 30 de abril, por meio de aulas integrativas, reunindo alunos dos diferentes grupos de Dança a estudantes que ainda não praticam a modalidade.

A combinação não poderia ter sido mais contagiante! Sob o comando das professoras Tatiana e Giuliana, as crianças e adolescentes puderam explorar as diferentes vertentes da dança. À medida que incorporavam noções de ritmo, equilíbrio e fluência, descobriam também novas maneiras de se mover e de se expressar.

Eles também puderam prestigiar algumas coreografias idealizadas e executadas pelos próprios alunos do curso, bem como à apresentação especial das professoras, que encantaram a todos com a sutileza de seus movimentos.

O Celfran se orgulha e tem imenso prazer em divulgar tão nobre arte!