03.05.2021 | Blog

A importância da educação financeira desde cedo

Atualmente, os princípios educacionais e as diretrizes pedagógicas revelam a necessidade do desenvolvimento de competências gerais, por parte dos estudantes, ao longo da escolaridade, de modo que esses aprendam a mobilizar conhecimentos, habilidades e valores construídos no contexto escolar e familiar para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Na prática, isso significa que os estudantes devem utilizar os saberes para dar conta do seu dia a dia, sempre respeitando princípios universais, como a ética, os direitos humanos, a justiça social e sustentabilidade ambiental.

Os estudiosos, da área de educação, destacam a educação financeira como uma vertente essencial da educação para a cidadania e os documentos oficiais como Base Nacional Comum Curricular – BNCC, organizada pelo Ministério da Educação, orientam que as aulas de Matemática incluam conceitos básicos de economia e finanças, no decorrer da escolaridade.

A educação financeira constitui-se como um forte componente da formação para a cidadania, na medida em que se articula com questões éticas, que envolvem o planejamento, a responsabilidade, o equilíbrio e a consciência coletiva. Desde cedo, as crianças e os jovens convivem, tanto no ambiente escolar quanto em casa, com situações em que precisam tomar decisões, ter responsabilidade, respeito mútuo e honrar compromissos.

Veja, a seguir, algumas recomendações e ideias que separamos para ajudar a estimular a educação financeira desde cedo. Confira!

Educação financeira até os 6 anos

Para os bem pequenos e pequenas, a introdução da educação financeira pode começar com atitudes simples, no dia a dia. Alguns ensinamentos, indicados para essa fase são: explicar que o dinheiro vem do trabalho, mostrar que poupar é sempre preciso e que não se pode ter tudo, já que é necessário fazer escolhas na hora de gastar, comprar ou investir. Mas como?

Cofrinhos transparentes

Dar um cofrinho ou mesmo um frasco transparente à criança é uma forma de ensiná-la, na prática, como organizar o dinheiro guardado. Definir o que gostaria de fazer com o valor que irá juntar e como fará para arrecadar, é uma forma de desenvolver, respeitando a faixa etária, o planejamento financeiro.

O valor das coisas

Em alguns momentos, peça a criança para tirar um pouco do dinheiro do cofrinho e comprar algo que ela queira. A ideia é ensiná-la que as coisas têm um valor e que nada vem de graça.

Vivencie situações solidárias

É importante mostrar que há sempre como ajudar outras pessoas, pois isso desenvolverá a empatia e o senso de cidadania – por exemplo, quando a criança ganhar novos brinquedos, ensine-a a doar algum dos antigos; quando as roupas não estiverem mais servindo separe-as, juntamente com a criança.

Educação financeira dos 7 aos 13 anos

Nessa faixa etária, o estudante já compreende o significado do uso de recursos financeiros para a sua sobrevivência e da família, por isso, nesse período, a recomendação é incentivar práticas que eduquem sobre conquistas financeiras e os perigos do endividamento.

Alie atitudes responsáveis ao reconhecimento financeiro

A partir dos 7 anos, a criança já pode receber uma pequena quantia de mesada para começar a administrar o próprio dinheiro. Porém, a dica é dar um valor mediante a algumas obrigações que a criança deve cumprir, como por exemplo, ir bem na escola e arrumar o próprio quarto. Essa quantia pode ser entregue mensalmente, uma vez por semana ou a cada 15 dias. No início, é sempre bom conversar com a criança para saber de que forma ela pretende gastar o que ganhou, planejar antecipadamente e refletir sobre a real necessidade de aquisição de determinado produto, de modo que o consumo seja consciente.

Fale sobre escolhas

A partir do momento em que a criança ganha o próprio dinheiro, ela precisa entender, na prática, que chegou a hora de fazer escolhas. Dessa forma, se ela optou por comprar um jogo novo, pode não sobrar a quantia necessária para uma outra coisa que ela também queira.

Converse sobre dinheiro

Reforce que todo dinheiro é fruto do esforço do trabalho. Que você, como adulto, trabalha sempre para conquistar o próprio dinheiro e que, as crianças também têm obrigações, como as relacionadas aos estudos e à manutenção do bem estar da família.

Educação financeira na adolescência

Nessa fase a recomendação é incentivar, cada vez mais, o ou a adolescente a administrar o próprio dinheiro. Assim, podem se preparar melhor para a vida adulta.

Abra uma conta para o seu filho ou filha

É uma recomendação para que eles possam aprender como funciona um sistema bancário e a gerenciar o dinheiro que recebem com uma mesada, por exemplo.

Explique o perigo do consumismo e endividamento

Nessa fase, adolescentes precisam ser alertados sobre o perigo do consumismo e, consequentemente, do endividamento. Ensine a comprar algo somente após avaliar a necessidade de investimento. Chame atenção para o perigo do endividamento ao fazer compras sem critério algum ou somente por impulso.

Alerte sobre gastos com cartão de crédito

Como o uso do cartão de crédito pode começar em breve, nada melhor do que já alertar o adolescente sobre como usá-lo corretamente. Explique que, dívidas no cartão, devem ser pagas em sua totalidade, evitando assim os altos juros de uma dívida. O ideal é desenvolver uma relação positiva com o cartão de crédito, sem se tornar refém desse sistema de pagamento.

Essas são sugestões partilhadas para fomentar a educação financeira em parceria com as ações do Colégio. Atitudes práticas e simples que, no final, fazem toda a diferença na vida adulta de cada um deles, não acham?